segunda-feira, 29 de junho de 2009

Psicologia da Felicidade?



Há pouco mais de dez anos fora criada a ainda pequena Psicologia Positiva, e sempre venho me questionando e sendo questionado: seria uma linha, como a Gestalt? É um tipo de auto-ajuda? Mas antes de tudo lhe pergunto, você é feliz? O quão feliz você é?
Para a Psicologia Positiva existe sim felicidade e todos nós podemos possuí-la. Voltemos então na Segunda Guerra Mundial, onde surge um indicio do que se tornaria a Psicologia Clínica, onde vários traumas surgiam nos veteranos de guerra e tinham de ser tratados, porém psicólogos desta época buscavam apenas curas de patologias, mas hoje tendemos a prevenção e a promoção da saúde. Vendo que a psicologia clínica queria mesmo é curar doenças, o que fariam aqueles que queriam encontrar felicidade e não estavam conseguindo? Surgem então aqueles livros que com certeza você já leu pelo menos um, mas conseguiu rapidamente livrar suas lindas estantes deles. Se você disse literatura de auto-ajuda, acertou!
Esse tipo de literatura vem para auxiliar pessoas que estavam buscando a felicidade e não estavam encontrando, então a Psicologia positiva com toda e absoluta certeza não é literatura de auto-ajuda por diferenciar no rigor científico, é isso mesmo são análises e teorias pesquisadas e comprovadas cientificamente (fique tranqüilo).
Felicidade

A busca pela felicidade é tão antiga quanto o próprio homem, mas se você está achando que quem é feliz é por causa de sorte ou presente dos deuses, aí que você se engana. Não seja como os muitos que se contentam com pouco, pois a ausência de tristeza não é sinônima de alegria, com isso percebemos que ao eliminar estados negativos a psicologia clínica não, promove estados positivos, o que gera outro tipo de confusão é que você “é feliz” e não “está feliz”. Quando se é feliz, mesmo vivenciando situações e momentos tristes e difíceis, você consegue se sentir bem e alegre!
Atualmente tendemos a confundir felicidade com prazer, temos essa impressão por vivermos em uma sociedade movida por valores econômicos. Comumente vemos pessoas recorrerem às compras como uma forma de aliviar suas angustias. Mas percebemos que esse prazer é passageiro e gera dependências, pois possuímos em nosso cérebro um fenômeno denominado habituação, ou seja, quando nos acostumamos com uma determinada atividade este não sente mais o mesmo prazer que foi produzido quando sentiu pela primeira vez, mas ao invés de substituirmos a atividade geramos dependência sobre ela, é claro que não podemos abdicar do prazer e sim saber controlar. Para a psicologia positiva a felicidade é o controle do prazer e o cultivo das emoções positivas foi comprovado que a felicidade não é para todos, mas para quem estiver disposto a trabalhar por ela.
Pesquisas comprovam que a felicidade depende de 50% de fatores genéticos, 10% de circunstâncias ( dinheiro, moradia etc.), e para a alegria de todos 40% de atividades internas. Então como não da pra mudar nossos genes, logo devemos investir força total nos 40% restantes. Claro que muitas outras questões envolvem a felicidade mas basicamente esta depende de nós mesmo querermos e lutarmos, devemos controlar cognitivamente a felicidade por ela ser um estado mental. Mas para que isso aconteça devemos conhecer as duas formas de controle existentes, denominada lócus de controle, que explica a percepção do individuo a respeito de sua fonte de controle, podendo ser externa ou interna, para entender melhor peguei o exemplo: um caso onde uma mão perdeu o filho por causa de um assalto, não resta duvida de que ela não tenha qualquer responsabilidade pelo assassinato do filho. Mesmo sendo uma situação trágica se o lócus de controle dor interno ela terá mais chances de construir um novo sentido para sua vida, educar os outros filhos etc., porém se o lócus de controle estiver focado no externo, azar, castigo dos deuses, coisa do demônio, a depressão ira se instalar.
O problema é que nem sempre as pessoas sabem qual o melhor caminho para se chegar a uma vida feliz, surgindo insegurança, baixa auto-estima e tantos outros fatores. E Aha!! É ai que entra o auxilio do terapeuta, seja ele gestaltista, humanista ou istas, é ele quem irá ajudar o individuo na identificação de áreas nas quais o cliente pode exercer controle e sabedoria pra ter uma vida feliz.
É interessante e extremamente feliz (desculpem o trocadilho) termos hoje uma psicologia que trabalha equilíbrio entre compreensão dos problemas e das potencialidades humanas. E termino assim por chamar a psicologia positiva de simplesmente psicologia, pois é isso que devemos buscar e ajudar. Felicidades.

por Brenner M. Garcia

Um comentário:

  1. Cri cri cri...
    Falar de Felicidade é algo que meche muito com o eu de cada pessoa, a "busca" por felicidade é incessante e nos move.
    Diante de novas percepções e deste artigo,faço uso de uma nova reflexão sobre o que é felicidade?

    ;)

    ResponderExcluir